Aprendendo com a Historia

26/03/2026

Reggio Emilia, cidade no Norte da Itália, é o berço de uma abordagem educativa que inspira escolas ao redor do mundo. Loris Malaguzzi, um pedagogo visionário, abraçou a iniciativa de construir uma proposta educacional com o apoio da comunidade após a Segunda Guerra.

Em Reggio Emilia, na primavera, ocorre um evento que dura uma semana e envolve toda a cidade – Reggionarra, um projeto cultural dedicado à arte de narrar, nascido em 2006. O projeto é inspirado na crença de que cada pessoa tem talento natural para contar histórias e transformar cada pequeno acontecimento diário em uma extraordinária experiência de vida.

Reggionarra transforma Reggio Emilia na cidade das histórias: contadores de histórias profissionais e companhias de teatro, juntamente com os pais no papel de contadores de histórias, animam vários lugares que se tornam espaços narrativos dedicados a ouvir histórias, contos de fadas e leituras animadas. A contação de histórias é a protagonista de uma experiência comunitária em que as pessoas, como nas praças do passado, se encontram para trocar histórias e contos, transformando praças, pátios, escolas e bibliotecas, em pequenos ou grandes palcos de vida narrada.

Aqui na Escola Cidade Jardim | PlayPen, há 7 anos, inspirados na experiência de Reggio Emilia temos o PlayPen Narra – um convite às famílias a adentrar as portas da sala de aula e compartilhar histórias, lidas ou narradas, com as turmas de seus filhos. A participação das famílias no projeto educativo é um traço qualificador na experiência educativa.

Contar histórias é um ato de criatividade. É uma forma de criar significados, de se abrir ao novo, de dar formas a mundos possíveis e inéditos.

As histórias ajudam adultos e crianças a redescobrir e regenerar o prazer de ouvir e o prazer de narrar, a devolver significado e encanto às palavras faladas, lidas, escritas e ouvidas.

A magia das histórias cruza a realidade com a fantasia, nos ajuda a encontrar vida e cultura, conhecer e interpretar o que nos rodeia.

‘Narrare è come viaggiare – attraverso le storie, le culture, I popoli.

Chi viaggia incontra persone, identità, oggetti.

Chi viaggia insegue i sogni e le meraviglie dela vitta. Chi viaggia conosce, apprende e as poi raccontare. Viaggiare, quindi, è come narrare.’

‘Narrar histórias é como viajar – através de histórias, culturas e povos. Quem viaja encontra pessoas, identidades, objetos.

Quem viaja persegue os sonhos e as maravilhas da vida. Quem viaja conhece, aprende e depois sabe recontar.

Viajar, portanto, é como narrar histórias.

Che cos’è Reggionarra | Reggionarra

Aprendendo com a História: Depoimento de Sobrevivente do Holocausto Inspira Alunos do MYP

Na Escola Cidade Jardim | Playpen, a educação tem como compromisso formar cidadãos conscientes, capazes de compreender o passado para construir um futuro mais humano. Essa convicção ganhou vida de forma profunda quando recebemos Gabriel Waldman, sobrevivente do Holocausto, para uma conversa com nossos alunos do 7º ano. 

Atualmente, os estudantes estão imersos na leitura de The Life and Diaries of Anne Frank, de Rachel Bladon, na disciplina de Language Arts. Mas, nesta semana, a literatura saltou das páginas para a realidade. Por meio do poderoso relato de Gabriel, a história deixou de ser um conceito distante para se tornar uma voz presente e viva. 

Nossos alunos fizeram perguntas instigantes e ouviram com atenção profunda, conectando o contexto da história de Anne Frank às experiências reais do convidado. O encontro foi marcado pela emoção, transformando a sala de aula em um espaço de empatia, respeito e aprendizado significativo. 

Para nossos alunos do IB MYP, experiências como essa vão além do conteúdo acadêmico. Reforçam a importância da reflexão ética, da consciência histórica e da responsabilidade que todos compartilhamos na construção de uma sociedade mais justa. 

Agradecemos profundamente a Gabriel Waldman por compartilhar sua história e a nossos educadores, que criam oportunidades para um aprendizado tão transformador. 

palestra escola bilingue